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Política

22/05/2019 às 10h16

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da Redação

João Pessoa / PB

Conselheiro Fernando Catão, tio de Cássio Cunha Lima, é alvo da nova fase de operação da Polícia Federal
Catão está sendo investigado porque teria impedido construção de shopping da Marquise, em benefício do empresário preso Roberto Santiago
Conselheiro Fernando Catão, tio de Cássio Cunha Lima, é alvo da nova fase de operação da Polícia Federal
Conselheiro Fernando Catão, investigado por possível benefício a Roberto Santiago

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 22, a Operação Xeque-Mate 4, com o objetivo de combater supostos atos de corrupção passiva na administração pública, envolvendo o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Fernando Catão, ex-ministro da Integração e tio do ex-governador e ex-senador Cássio Cunha Lima.


A operação, que contou com a participação de 30 policiais federais, realizou o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, na residência e no gabinete do conselheiro. A operação se estendeu a Campina Grande, cujo alvo é a Associação de Proteção Ambiental (APAM), responsável pela denúncia que culminou com a suspensão da licença ambiental do shopping, por parte do conselhero Catão. As ordens judiciais foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça –STJ.


 Entenda o caso


A quarta fase da operação investiga a possível cooptação do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, Fernando Catão, para, em benefício do empresário Roberto Santiago, impedir a construção do empreendimento comercial do Grupo Marquise, no bairro de Intermares, município de Cabedelo.


As investigações apontam que o conselheiro Catão teria concedido medida cautelar determinando a suspensão de validade da licença ambiental para a construção do Shopping Páteo Intermares, pertencente ao forte grupo Marquise, de Fortaleza, que tem empreendimentos espalhados por todo o Brasil, inclusive em João Pessoa, a exemplo de parte da coleta de lixo de João Pessoa e do Sistema Tambaú de Comunicação.


Essa suspensão da licença para a construção do shopping no bairro de Intermares teria acontecido um dia após trocas de mensagens entre o empresário Roberto Santiago, sócio majoritário do Manaíra Shopping, atualmente preso na Média de Mangabeira, o conselheiro Fernando Catão e o então senador da República Cássio Cunha Lima (PSDB/PB).


Nesse contexto, segundo nota da Policia Federal, “as medidas hoje cumpridas possuem o escopo angariar elementos de prova relacionados à possível prática ilícita de concessão de medida cautelar, pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, no intuito de impedir a construção do empreendimento”.

FONTE: Redação com assessoria

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