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06/03/2019 às 10h37

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Acabou o Carnaval. Agora é vida real
Teve gente que correu para a festa querendo fugir de si mesmo

Acabou o carnaval. Nem sei se valeu toda aquela expectativa. Tomara que nem tudo tenha virado cinzas. E tem muita gente essa hora que ainda ouve o barulho dos trios elétricos e dos paredões no passado, mas não conseguem associar alegria àquela festa vazia que terminou ainda agora.


Foi-se o carnaval e talvez tudo não tenha ido além da sensação de um sonho de quatro ou cinco dias, que para muitos também foi pesadelo. Teve gente que correu para a festa querendo fugir de si mesmo.


Já pode começar a funcionar de verdade, Brasil! Acaba com essa ressaca. Não mostre para o mundo que você não é capaz de ir além da Quarta-feira de Cinzas e que leva a educação, a saúde, a segurança pública e tantas outras coisas também na brincadeira.


 Teve muito relacionamento que provou não ser amor, porque o amor mesmo resiste a carnavais, micaretas, festivais e anos, não precisa de desculpas para dar um tempo, pois existe apenas um motivo, o mais forte, para continuar: o outro.


Agora não importa o quanto conseguirmos beber, nem a quantidade de bocas que beijamos, até onde conseguimos descer quando a música nos mandou ir até o chão. De hoje em diante, é a nossa vontade de fazer a vida acontecer que vai trazer a diferença. A partir de hoje é a atitude de enfrentar os problemas de frente que nos fará sermos verdadeiros, sem precisar de fantasias para enganar o mundo.


Agora já é vida real, e não é tarde para lembrarmos que temos um Deus, várias regras a obedecermos, diversas pessoas para respeitarmos – inclusive a nós mesmos – e uma história toda para construirmos, ao lado de quem permaneceu e de quem realmente merece ir para a festa dos nossos sucessos juntos conosco. Agora é a hora de sermos nós mesmos e não obedecermos apenas ao grito de: ‘tira o pé do chão’, mas que todo dia digamos ao reflexo meio cansado que vemos no espelho: ‘vai vencer agora, meu irmão’.


 


(José Geraldo Fernandes Neto)

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J.G Fernandes

J.G Fernandes

Blog/coluna José Geraldo Fernandes Neto é natural de Pilões, localizado a 117 quilômetros de João Pessoa/PB. Escreve desde 2013 textos que variam entre críticas sociais, poesias, motivação, política, entre outros. Formado no Curso de Letras da UEPB, escreveu o o prefácio do livro de crônicas Relicário, da autora Aninha Ferreira. Também escreve textos por encomenda para prefácios de dissertações e outros trabalhos acadêmicos. “Escrever é a arte que mais me satisfaz“
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