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27/03/2019 às 11h00

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"Quindrilhão"
São instituições flagrantemente agindo à revelia dos preceitos constitucionais e democráticos, no deslumbrado assalto ao Poder

                       Quadrilha, é associação de mais de três pessoas que se reúne de forma organizada, sob liderança de alguém, para cometimento de crimes.  Nessa acepção vocabular, cabe mais um elemento, o que recairia no neologismo “quindrilhão”.  No atual cenário da política nacional, são instituições flagrantemente agindo à revelia dos preceitos constitucionais e democráticos, no deslumbrado assalto ao Poder. Esta sua intenção maior. O chefe, isto é a cabeça pensante, pode não residir no Brasil, porém todas as diretrizes criminosas dele emanam, aqui encontrando fácil respaldo.


            Há os que são incólumes a tais ações, contudo o forte está naqueles os quais ainda detém algum tipo de poder, nas três esferas da República, locupletados pelo ministério público e a mídia golpista. São delitos em voga noutros países latino-americanos, não é sem razão a perseguição exercida contra governos populistas de então, além de pressões ilegais e fatídicas a seus seguidores, destruindo suas expectativas de reascensão a mandatários de suas nações. Ao contrário do que apregoa a rede Globo, em tom de lamentação, de que já se somavam dois ex-presidentes brasileiros presos por corrução, a de Lula é de natureza política, o mesmo não se dá quanto à de Michel Temer.


            A Globo, no intuito de esconder o passado, jogando para Temer sua prática delituosa desde há quatro décadas, omite o escândalo da Proconsult, do qual ela própria participou, o qual consistia na transferência de votos em branco e nulos, de modo prejudicar a chapa, já vitoriosa, de Leonel Brizola, de maneira a favorecer Moreira Franco, ambos candidatos a governador do antigo Estado da Guanabara, nas eleições de 1982. Jocosamente conhecido por “gato angorá”, também preso, era o preferido dos militares, naquele pleito. A fraude foi descoberta, a tempo, pelo Tribunal Eleitoral.


            Quando o STF procura reafirmar sua independência, embora partícipe do golpe de 2016, retirando atribuições, quase absolutas, da operação Lava-Jato, esta, à guisa de reconquistar o prestígio perante a opinião pública, leva à carceragem do Rio de Janeiro inconfundíveis membros de uma súcia, que tanto infelicitou os destinos do Brasil. A soltura, posteriormente, dos meliantes, por força de habeas-corpus, é um atestado de que a água já míngua nas mangueiras da Lava-Jato. Eles ocupavam  celas da Polícia Federal, se conforme trâmites processuais legais, nunca, evitando ou podendo repetir equivocados procedimentos jurídicos e de direitos humanos, como os desfavoráveis ao presidente Lula.


            inocnf@gmail.com


                                                          


 

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Inocêncio Nóbrega

Inocêncio Nóbrega

Blog/coluna Jornalista e economista, começou aos 18 anos como revisor de "A União" e depois assumiu a coluna "A União há 50 Anos". Escreveu artigos, colunas e reportagens em "O Norte" e "Correio da Paraíba". Trabalhou na Assembleia Legislativa da Paraíba como taquígrafo e Redator de Debates. Tolhido pela ordem política da época, foi duplamente anistiado, político e da API. Escreveu dois livros: "Malhada das Areias Brancas" (1975) e "Independência! No Grito e na Raça" (2009).
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